quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Imagem de galáxia que expele "superventos" é divulgada

NGC 4666 é uma galáxia que apresenta formação estelar intensa e um super-vento de gás. Foto: ESO/Divulgação
NGC 4666 é uma galáxia que apresenta formação estelar intensa e um "super-vento" de gás
Foto: ESO/Divulgação

A galáxia NGC 4666 teve imagem divulgada nesta quarta-feira pelo ESO (Observatório Espacial Europeu do Sul). O telescópio MPG/ESO, localizado no Observatório de La Silla, no Chile, captou a foto. A NGC 4666 tem formação estelar intensa e seus gases formam "superventos".
Esta imagem será utilizada para estudo de outros objetos detectados anteriormente em observações de raios-X. Não é a primeira vez que esta galáxia foi visualizada: o telescópio da ESA XMM-Newton já havia captado imagens dela anteriormente.
Localiza-se a aproximadamente 80 milhões de anos-luz da Terra. Sua forte formação de estrelas, acredita-se, é causada por interações gravitacionais entre ela e suas galáxias vizinhas. Incluídas nestas está a NGC 4668, que pode ser vista no canto esquerdo inferior da imagem.
Já os "superventos" são causados por combinações de explosões de supernovas e ventos ocasionados por estrelas de grande massa. Essas combinações lançam jatos de gás da galáxia para o espaço. Os "superventos" são de grande dimensão, se originam na região central da galáxia e estendem-se por milhares de anos-luz. Seus gases são quentes, o que causa a emissão de radiação em raios-X e rádio, o que impede sua observação em fotos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ESO divulga imagem de galáxia semelhante à Via Láctea


Na imagem, a espetacular NGC 300, uma galáxia espiral semelhante à Via Láctea, situada no Grupo de Galáxias do Escultor
Foto: Eso/Divulgação

O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou uma nova imagem da espetacular NGC 300, uma galáxia espiral semelhante à Via Láctea, situada no Grupo de Galáxias do Escultor. Obtida com o instrumento Wide Field Imager (WFI), no Observatório de La Silla, no Chile, esta imagem, adquirida num total de tempo de exposição de 50 horas, revela a estrutura da galáxia em grande detalhe. A NGC 300 situa-se a cerca de seis milhões de anos-luz de distância.
Descoberta pelo astrônomo escocês James Dunlop no início do século XIX, a NGC 300 é uma das galáxias espirais mais próximas e proeminentes do céu austral. É suficientemente brilhante para puder ser observada com binóculos. Situa-se na discreta constelação do Escultor, constelação essa que tem poucas estrelas brilhantes, mas que abriga uma coleção de galáxias próximas que formam o Grupo do Escultor.
Outros membros deste grupo têm sido observados por telescópios do ESO, são as NGC 55, NGC 253 e NGC 7793. A maior parte das galáxias apresenta sempre alguma peculiaridade, mas a NGC 300 parece ser completamente normal, o que a torna o exemplo ideal para os astrônomos estudarem a estrutura e o conteúdo de galáxias espirais como a nossa.
O objetivo principal desta campanha observacional era obter um censo bastante completo das estrelas nesta galáxia, contando tanto o número, como as variedades de estrelas e determinando regiões ou apenas estrelas individuais que necessitem de investigação mais focalizada e aprofundada. Mas tal coleção, extremamente rica em dados, irá certamente ter muitos outros usos nos próximos anos.
Ao observar a galáxia através de filtros que isolam especificamente a radiação emitida por hidrogênio e oxigênio, as inúmeras regiões de formação estelar ao longo dos braços em espiral da NGC 300 podem ser observadas na imagem com extrema nitidez, apresentando-se como nuvens vermelhas e cor-de-rosa. Com o seu enorme campo de visão, correspondente ao tamanho da Lua Cheia, o WFI é a ferramenta ideal para os astrônomos estudarem extensos objetos.
A NGC 300 abriga também muitos fenômenos astronômicos interessantes que têm sido estudados com os telescópios do ESO. Os astrônomos descobriram recentemente nesta galáxia o buraco negro mais distante e de maior massa encontrado até hoje, num sistema binário tendo como companheira uma estrela Wolf-Rayet quente e brilhante.
A NGC 300 e outra galáxia, NGC 55, encontram-se em rotação lenta na direção e em torno uma da outra, na primeira fase do longo processo de fusão. A melhor estimativa atual da distância à NGC 300 foi igualmente determinada por astrônomos que utilizaram, entre outros, o Very Large Telescope do ESO, no Observatório do Paranal.

Amadores registram colisões de cometas em Júpiter


Amadores registraram momento em que cometas atingiram o planeta gigante
Foto: Reuters

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta quinta-feira duas imagens registradas por astrônomos amadores de cometas atingindo o planeta Júpiter. As imagens foram registradas em junho e agosto e mostram bolas de fogo criadas pela colisão dos objetos no gigantesco planeta gasoso. As informações são da agência AP.
Segundo a agência, a imagem da esquerda foi registrada por Anthony Wesley, morador de Broken Hill, na Austrália, em 3 de junho. Ele utilizou um telescópio de 37 cm. A bola de fogo aparece na direita do planeta como um pequeno ponto.
O segundo registro foi feito por Masayuki Tachikawa, de Kumamoto, no Japão, em 20 de agosto. A colisão aparece na região superior direita, próxima ao centro de Júpiter.

Nasa divulga nova imagem de erupção solar

Nasa divulgou imagem de erupção solar que foi ejetada de sua órbita mas não se dirigiu a nenhum planeta
Foto: AP

A Nasa, Agência Espacial Americana, divulgou nova imagem em que mostra uma grande erupção solar na região chamada de 1105. A área é conhecida por registrar ativamente este tipo de evento.
Segundo informações da AP, a erupção também ejetou grande quantidade de massa no espaço. A erupção, além de ir em direção contrária à Terra, não se dirigiu a nenhum planeta.
As ejeções de massa, que são partículas de altas energias, podem transportar 10 bilhões de toneladas de gás eletrizado e superam a velocidades de um milhão de quilômetros por hora. Quando atingem a Terra, a maior parte da radiação é desviada, mas uma parte pode chegar à atmosfera superior, causando as tempestades.
De acordo com a Nasa, as erupções são constantes na superfície do Sol e são causadas pela instabilidade da nuvem de plasma frio que recobre a estrela presa por forças magnéticas.

Japão lança foguete com satélite de localização geográfica


O Japão lançou o foguete H-2A, levando ao espaço um satélite destinado a complementar um sistema GPS que opera no país, na Austrália e em parte da Ásia
Foto: Reuters

O foguete japonês H-2A foi lançado neste sábado de uma base no Japão, levando ao espaço um satélite destinado a complementar o sistema GPS para os serviços de localização geográfica que operam no país, segundo imagens transmitidas ao vivo pela Agência de Exploração Espacial japonesa (Jaxa).
A Jaxa e o grupo industrial Mitsubishi Heavy Industries (MHI) operaram o lançamento neste sábado às 20H17 (11H17 GMT), como previsto. Passados vários minutos do lançamento, "o voo seguia normalmente", comentou a agência.
O foguete H-2A, que transporta o satélite "Michibiki", saiu da base de Tanegashima (sul). Uma vez posicionado, o satélite emitirá sinais para o sistema GPS. Estas informações serão recebidas no Japão, na Austrália e em parte da Ásia.